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DESAFIO ESTRUTURAL – Edifício residencial

Tipo de projeto

Concreto armado

Localização

Mantenópolis, ES

Autora

Alex Batista

2025
Ano
1810 m²
Área construída
6
Pavimentos

Cenário do cliente

Antes do início do projeto, o cliente buscava desenvolver um edifício de uso misto, com lojas no pavimento térreo e apartamentos nos pavimentos superiores, em um terreno com limitações de recuo e espaço para pilares centrais. A principal necessidade era ter um térreo totalmente livre, sem colunas interferindo na área de atendimento das lojas, garantindo flexibilidade de layout comercial e visibilidade plena da fachada. Nos pavimentos residenciais, o desafio era ainda maior: o layout dos apartamentos variava em cada andar, o que impedia o alinhamento vertical das alvenarias e pilares. O cliente desejava manter essa liberdade arquitetônica, sem comprometer a segurança e a viabilidade estrutural. Diante disso, o projeto estrutural precisou conciliar estética, funcionalidade e desempenho técnico, resultando em uma solução precisa e eficiente, capaz de atender todas as exigências de uso e arquitetura.

Cenário do cliente

Objetivo geral

O principal objetivo do projeto foi desenvolver uma estrutura segura, funcional e arquitetonicamente livre, capaz de atender às exigências de um edifício misto — com área comercial no térreo e pavimentos residenciais superiores — sem a presença de colunas centrais. Buscou-se conciliar desempenho estrutural e liberdade arquitetônica, garantindo grandes vãos livres no térreo e flexibilidade de planta nos pavimentos de apartamentos, onde as alvenarias não se repetiam entre os andares. Além disso, o projeto visou otimizar o uso de materiais e controlar os deslocamentos horizontais e efeitos de segunda ordem, assegurando estabilidade global e eficiência construtiva, sem comprometer a estética nem a funcionalidade do empreendimento.

Objetivo geral

Principais desafios

Os maiores desafios enfrentados durante a execução do projeto estiveram diretamente ligados à complexidade estrutural e à ausência de colunas centrais. O vão livre de 9,80 metros no pavimento térreo exigiu alto rigor técnico na execução das vigas T, tanto em relação ao escoramento quanto ao controle de deformações e etapas de concretagem. Garantir que o pavimento térreo permanecesse totalmente livre, sem comprometer a estabilidade global da edificação, foi um dos pontos mais críticos. Outro desafio importante foi a falta de coincidência entre os eixos estruturais dos pavimentos residenciais, já que as plantas de apartamentos eram todas diferentes. Isso demandou precisão na locação dos pilares laterais, bem como integração constante entre equipe de engenharia e execução para evitar interferências entre estrutura e arquitetura. O controle dos deslocamentos horizontais e efeitos de segunda ordem, com apoio concentrado apenas nas linhas laterais e na caixa de escada (núcleo rígido), também exigiu atenção especial durante todo o processo. Por fim, foi necessário manter planejamento rigoroso, escoramentos bem dimensionados e monitoramento contínuo de flechas e prumadas, garantindo segurança e desempenho conforme o previsto em projeto.

Principais desafios

Soluções e metodologias

AltoQi EberickAutoCAD

Para superar os desafios estruturais e atender às exigências arquitetônicas do empreendimento, foram aplicadas soluções técnicas de alto desempenho, conciliando rigidez, estabilidade e liberdade de layout. No pavimento térreo, a principal solução foi o uso de vigas T com grande capacidade resistente, dimensionadas para vencer o vão livre de 9,80 m sem necessidade de colunas centrais, garantindo a amplitude e a estética desejada para o espaço comercial. As lajes mergulhadas bidirecionais foram adotadas para melhorar a distribuição dos esforços, reduzir flechas e otimizar o comportamento estrutural dos pavimentos. Nos andares superiores, devido à ausência de alinhamento vertical entre alvenarias e pilares, a estrutura foi resolvida com pilares exclusivamente nas linhas laterais, enquanto a caixa de escada foi utilizada como núcleo rígido, essencial para o contraventamento e o controle dos deslocamentos horizontais e efeitos de segunda ordem. Além disso, foi feito um dimensionamento refinado em modelo tridimensional, com análise global e verificações de estabilidade, garantindo segurança, desempenho e viabilidade construtiva em todas as etapas.

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Resultados e impactos

O projeto resultou em uma estrutura equilibrada, eficiente e segura, que atendeu plenamente às exigências arquitetônicas e funcionais do empreendimento. O vão livre de 9,80 m no térreo foi vencido com sucesso, garantindo amplitude total no espaço comercial, sem comprometer a estabilidade global da edificação. As soluções adotadas — vigas T, lajes mergulhadas bidirecionais, pilares laterais e núcleo rígido — demonstraram excelente desempenho em análises de flechas, deslocamentos e efeitos de segunda ordem, comprovando a eficiência do sistema estrutural proposto. O resultado final foi um edifício que uniu liberdade arquitetônica e precisão estrutural, validando a importância da integração entre engenharia e arquitetura desde as etapas iniciais de concepção. Como principais lições, o projeto reforçou a relevância de um dimensionamento tridimensional detalhado, do planejamento de execução alinhado ao cálculo estrutural e da análise rigorosa dos deslocamentos horizontais — pontos decisivos para garantir segurança, desempenho e racionalidade construtiva em projetos de grande desafio técnico.

Resultados e impactos
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Alex Batista
Alex Batista
Engenheiro CivilMantenópolis, Espírito Santo
Vértice Engenharia e Arquitetura